Mais uma segunda-feira ensolarada que finda dois dias de descanso.
Não há motivos para preocupar-se com o relógio, já que costuma desenhar sua própria vida. Abre os olhos não tão rápido como batem as asas do beija-flor que beira a sua janela para desejar-lhe um bom dia, mas não tão vagarosamente como abrem os botões das folhes de seu jardim. Aproveita cada segundo entre os lençóis de sua cama como se realmente fosse o último e recebe o abraço matinal de seu fiel travesseiro.
São 9 da manhã, uma lacuna em sua cama e em seu peito. Lembra-se que não fora deitar-se sozinho, bem como tinha certeza que esteve envolto em macios braços femininos antes de se entregar ao sono. Ao seu lado ficaram as marcas de quem passou a noite o seu lado, o calor de quem acabou de sair e a frieza de quem deixara-lhe sem um beijo sequer.
Chegara a hora do café-da-manhá porque não se vive só de amor - apesar de ser esta a obesessão do nosso herói. Veste seu roupão, calça os chinelos e desce as escadas. Chega à mesa e tem a grata surpresa de que a mesma já estava pronta como se alguém tivesse a intenção de lhe agradar: suco de laranja, pão torrado, margarina, leite aquecido e frutas frescas. Afastou a cadeira e sentou-se com a postura que sentaria um Monarca no período da Idade Moderna. Porém, ao invés de um trono de mármore com detalhes em ouro e um manto avermelhado, tinha que se contentar com o que havia a sua vista. Somente uma cadeira branca, apenas dita "moderna", que havia sido parcelada em 12x e o seu roupão, este sim vermelho, que um dia fora novo.
Havia também um botão de rosa no centro da mesa redonda e uma mancha de batom na toalha. Ambos tão vermelhos quanto o sangue que, efervescente, circulava por suas veias. Não tinha reparado numa carta que estava ao lado do segundo copo com um resto de suco. Fez a sua primeira refeição do dia sem dizer uma palavra. Ignorou o noticiário da manhã como quem não se importa com mais nada e recusou-se a abrir o jornal que lá estava, como todos os dias, na bancada de sua cozinha.
Seu corpo pedia-lhe desde que levantara um quente e bom banho para livrar-se do que teria sido o seu final de semana. Chegou a hora de atender ao seu pedido. Dirigiu-se ao banheiro e ao mirar o espelho a fim de medir o quanto necessitava fazer a barba, deparou-se com um recado escrito com os finos e delicados dedos de sua parceira no vapor do último banho: Boa semana, amor.
Estava convicto que esta semana esta não teria prazo para terminar.
Não há motivos para preocupar-se com o relógio, já que costuma desenhar sua própria vida. Abre os olhos não tão rápido como batem as asas do beija-flor que beira a sua janela para desejar-lhe um bom dia, mas não tão vagarosamente como abrem os botões das folhes de seu jardim. Aproveita cada segundo entre os lençóis de sua cama como se realmente fosse o último e recebe o abraço matinal de seu fiel travesseiro.
São 9 da manhã, uma lacuna em sua cama e em seu peito. Lembra-se que não fora deitar-se sozinho, bem como tinha certeza que esteve envolto em macios braços femininos antes de se entregar ao sono. Ao seu lado ficaram as marcas de quem passou a noite o seu lado, o calor de quem acabou de sair e a frieza de quem deixara-lhe sem um beijo sequer.
Chegara a hora do café-da-manhá porque não se vive só de amor - apesar de ser esta a obesessão do nosso herói. Veste seu roupão, calça os chinelos e desce as escadas. Chega à mesa e tem a grata surpresa de que a mesma já estava pronta como se alguém tivesse a intenção de lhe agradar: suco de laranja, pão torrado, margarina, leite aquecido e frutas frescas. Afastou a cadeira e sentou-se com a postura que sentaria um Monarca no período da Idade Moderna. Porém, ao invés de um trono de mármore com detalhes em ouro e um manto avermelhado, tinha que se contentar com o que havia a sua vista. Somente uma cadeira branca, apenas dita "moderna", que havia sido parcelada em 12x e o seu roupão, este sim vermelho, que um dia fora novo.
Havia também um botão de rosa no centro da mesa redonda e uma mancha de batom na toalha. Ambos tão vermelhos quanto o sangue que, efervescente, circulava por suas veias. Não tinha reparado numa carta que estava ao lado do segundo copo com um resto de suco. Fez a sua primeira refeição do dia sem dizer uma palavra. Ignorou o noticiário da manhã como quem não se importa com mais nada e recusou-se a abrir o jornal que lá estava, como todos os dias, na bancada de sua cozinha.
Seu corpo pedia-lhe desde que levantara um quente e bom banho para livrar-se do que teria sido o seu final de semana. Chegou a hora de atender ao seu pedido. Dirigiu-se ao banheiro e ao mirar o espelho a fim de medir o quanto necessitava fazer a barba, deparou-se com um recado escrito com os finos e delicados dedos de sua parceira no vapor do último banho: Boa semana, amor.
Estava convicto que esta semana esta não teria prazo para terminar.
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