sexta-feira, março 31, 2006

Um longo corredor escuro onde você se depara com todas as suas atitudes tomadas sem pensar.
Altas muralhas o cercam. Muralhas com fotos de pessoas que valeram ou não a pena na sua vida, que talvez não tenha tanto sentido.
Lá no fim há a saída, pra algum lugar q você não sabe, mas é obrigado a correr, pois as muralhas começam a cair e precisa fazer algo.
O passado cai sobre seus ombros, o peso seria insuportável.
A vista não é tão agradável assim .. ver todo o seu passado caindo sobre você e ter suas mãos atadas com as dores e as máguas adiquiridas com o tempo.
É, eu sei ...


O ruído de desespero de todos que já fez mal o perturba.
É fato, não poderia sair impune dessa situação.

O suor correndo no rosto dá a impressão do mínimo esforço pra se livrar.
Mais uma vez pensando só em você .. egocêntrico.
Sua pior qualidade passa a ser seu pior defeito em potencial.
Não há o que fazer.
É só você lutando contra o tempo, com a mesma intensidade que fez as pessoas sofrer, só que em menos quantidade.

A sorte está lançada.
Boa sorte, perdedor.

sexta-feira, março 24, 2006

Na companhia da Solidão.

Mais um dia qualquer com as mesmas pessoas, as mesmas tarefas, os mesmos desafios.
Desafios que acabam se tornando fáceis de tanto que aparecem em sua frente, quando foge a essa regra perde os sentidos, não sabe o que fazer, desordenado.
São tantas coisas pra fazer em um determinado tempo por dia, mas as mesmas coisas. Vida monótona, precária ...
No mundo são apenas você e os problemas dos outros. Esse é o seu problema: o problema dos outros! Não basta ter os seus problemas, pra complicar você é obrigado a resolver o problema dos outros que no momento estão em qualquer parte do universo, menos resolvendo seus problemas.
Que ironia.
Ordens atrás de ordens e sua vida fica pra trás. As melhores oportunidades lhe escapam entre os dedos e o caminho se torna único.
Se olha no espelho, quando há tempo, e chega ao ponto de se sentir um estranho, nao se reconhece mais. A barba está mais que na hora de fazer, a gravata frouxa simbolizando o estresse de uma vida ... fútil.
De repente aquela pessoa do espelho aparece na sua frente quando está concentrado nos problemas dos outros que substituem os seus. Basta apenas um olhar para se tornar cada vez mais confuso, como se não bastasse os problemas dos outros. Sua mente não está formatada para antender e compreender a situação, simplesmente direciona sua visão ao trabalho. O homem do espelho tira a concentração, mas o que estaria acontecendo? Um homem desconhecido dando conselhos sobre a vida que desaparece na escuridão dos seus problemas.
Ironia.

Finalmente a hora mais prazerosa do dia. Senta no sofá, tira seus sapatos os quais estavam atrapalhando desde a hora que os colocou e olha pro teto. Pensando em nada, sinceramente a única coisa que lhe vinha em mente, felizmente era o que desejava.
Para completar o seu ritual nada agradável senta na cama, deseja boa noite. O eco lhe responde com fidelidade, o tornando satisfeito. Deita, vira de lado e dorme junto à solidão.